Mostrando postagens com marcador OBESIDADE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador OBESIDADE. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de março de 2015

Caminhada: cuidados antes e durante para quem tem sobrepeso ou obesidade


Excesso de peso pede cuidados com intensidade do exercício e doenças associadas



Pessoas com sobrepeso e obesidade precisam tomar alguns cuidados especiais antes de iniciar qualquer exercício físico, um deles é passar pela avaliação de um médico, de preferência um cardiologista. É realizar um check-up médico e um teste ergométrico, para se pesquisar possíveis alterações cardíacas e metabólicas, antes de iniciar um programa de caminhadas. Começar seus exercícios com os devidos cuidados cardíacos e articulares dará mais segurança aos seus exercícios.

Indivíduos com sobrepeso ou obesidade podem ter algumas limitações que precisam ser respeitadas, como osteoporose e diabetes descontrolado. Caso a pessoa tiver um desses quadros, não deve realizar qualquer atividade sem orientação, pois pode levar a sérias lesões articulares e metabólicas. Os cuidados a serem tomados precisam ser verificados por um médico e encaminhados a um profissional de educação física, para que esse possa escolher a melhor prescrição de exercícios.

Intensidade do exercício

De forma geral, deve-se iniciar o programa de caminhadas com uma rotina de exercícios pouco volumosa e com pouca intensidade, ou seja, sessões curtas e com baixo nível de dificuldade. A prescrição de exercícios leves no início do treinamento de caminhadas é baseado na pressão que as articulações sofrem.

Quando um indivíduo corre, a pressão que retorna da pisada do chão atinge as articulações como se a pessoa tivesse um peso muito maior. Uma pessoa com 100 kg recebe uma carga de pressão equivalente a 300 a 500kg nas pernas, um verdadeiro trauma explosivo para o corpo, que deveria estar preparado para isso. Já na caminhada essa força é cerca de um terço da força de pressão da corrida, mas mesmo assim devemos tomar os devidos cuidados.

Tênis

A importância de um tênis com amortecimento fará bastante diferença na absorção dos impactos gerados nas suas caminhadas. Procure um tênis confortável e próprio para o seu peso e para caminhadas.

Escolha do terreno

No início do programa de caminhadas escolha terrenos que amortecem melhor os impactos como as gramas e pistas de carvão. Esses terrenos absorvem melhor os impactos nas caminhadas. Mas, caso não haja a possibilidade de prática nesses terrenos diminua o ritmo no asfalto ou calçada e use um bom tênis de caminhadas. Inicie em terrenos planos.

Os melhores exercícios

Os exercícios físicos mais indicados são aqueles com menor impacto articular, como por exemplo, as realizadas dentro da água (hidroginástica, natação, caminhada dentro da água), a caminhada e a musculação (iniciar com baixo volume e intensidade). É importante lembrar que os alongamentos servem para melhorar os níveis de flexibilidade dos músculos e das articulações, com isso, a longo prazo e de forma crônica, podem ser minimizados os riscos de lesões causadas pelo encurtamento excessivo dos músculos. Além disso, o alongamento serve para aliviar as tensões musculares e articulares. Eles devem ser praticados antes e depois das caminhadas.

Perceba os sinais do deu corpo

No início do programa de caminhadas vá devagar e observe o seu organismo. Sinta que está realizando um exercício físico, mas não está agredindo seu corpo com intensidades muito elevadas suas articulações e coração. Deixe para aumentar a intensidade de suas caminhadas, conforme seu peso for diminuindo e seu condicionamento físico for melhorando, te dando mais fôlego.

Doenças associadas

 Para as pessoas com diabetes e com sobrepeso ou obesidade, os cuidados são redobrados, são necessárias alguns cuidados, como avaliação médica e avaliação física, procurar um nutricionista para iniciar um programa de reeducação alimentar e iniciar com atividades de baixo volume, intensidade e impacto. Se a pessoa aplica insulina ou ingere algum remédio que estimula a produção do hormônio, é recomendável medir a glicemia antes, durante e depois das atividades.

 Para os hipertensos e com sobrepeso e obesidade é extremamente importante aferir sua pressão arterial antes e após as suas caminhadas. Caso, ao aferir a pressão arterial antes da caminhada ela estiver alta, deixe o exercício para o dia seguinte e procure descansar, checar se tomou a medicação para hipertensão corretamente e caso não diminua a pressão procure um médico. O controle dos dados de pressão arterial antes e depois dos seus exercícios poderão ser úteis para observar a diminuição da sua pressão arterial. No decorrer dos meses haverá a queda da pressão arterial com a prática regular de suas caminhadas.

A caminhada é um exercício fácil, prático e muito eficaz para os programas de perda de peso.



Por: Fernanda Andrade Educação Física e Personal Trainer - CREF 51670/SP


.......................................................
Fonte: http://www.minhavida.com.br

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Gordura abdominal




Acumular gordura no abdômen é perigoso. Essa é a conclusão de diversos trabalhos publicados nos últimos anos.

Tradicionalmente, o grau de obesidade tem sido avaliado por meio do Índice de Massa Corpórea (IMC), obtido dividindo-se o peso pelo quadrado da altura. O peso é considerado saudável, quando os valores do IMC ficam entre 18,5 e 24,9 kg/m2.

A principal limitação com o IMC é que não permite separar indivíduos com constituição mais robusta, mais musculosos e com ossos mais pesados, daqueles com mais tecido adiposo.

Em 2012, pediatras do Sick Childrens Hospital, de Toronto, publicaram um inquérito realizado entre 4.884 estudantes de 14 a 15 anos de idade, no qual calcularam o IMC e a relação existente entre a circunferência abdominal e a altura do adolescente.

Relações entre circunferência abdominal e altura abaixo de 0,5 foram consideradas normais; elevadas, quando acima de 0,6.

Houve associação significante entre a relação circunferência abdominal/altura e a prevalência de hipertensão arterial, colesterol e triglicérides elevados.  O IMC não guardou relação tão direta com esses parâmetros.

Em 2013, foi publicada no Journal of the American College of Cardiology uma pesquisa que partiu de um banco de dados com 15.547 portadores de doença coronariana, participantes de cinco estudos realizados em três continentes. A média de idade era de 66 anos.

Num período médio de 4,7 anos, ocorreram 4.699 mortes. A sobrevida mais baixa foi encontrada entre aqueles com mais gordura concentrada no abdômen, medida pela relação: circunferência do abdômen/circunferência da bacia (CAB).

Por exemplo, pessoas com IMC = 22, portanto na faixa de normalidade, mas com relação CAB igual ou maior a 0,98 apresentaram risco de morte mais elevado do que aquelas com o mesmo IMC, mas com CAB abaixo de 0,89.

Mesmo entre os obesos, a relação foi mantida. Naqueles com IMC = 30 e CAB igual ou maior a 0,98 a mortalidade também foi mais alta do que no grupo com o mesmo IMC, mas com CAB igual ou abaixo de 0,89.

Em 2014, pesquisadores da Mayo Clinic publicaram uma análise de 11 coortes que envolveram 650.000 participantes, acompanhados por um período médio de nove anos.

Houve uma relação linear entre mortalidade e circunferência abdominal (CA). Nos homens com CA maior ou igual a 110 cm, o risco de morte foi 50% mais alto do que naqueles com CA igual ou abaixo de 90 cm.

Nas mulheres com CA igual ou maior do que 95 cm o risco de morte foi 80% mais alto do que naquelas com CA abaixo de 70 cm.

Para cada incremento de cinco centímetros na CA a mortalidade aumentou 7% nos homens e 9% nas mulheres.

A diminuição da expectativa de vida entre aqueles com CA mais alta, comparados aos de CA mais baixa, foi de aproximadamente três anos para os homens e cinco anos para as mulheres.

A conclusão é clara: estar com o IMC na faixa acima do peso ou de obesidade não eleva a mortalidade na ausência de obesidade central.


Por: Drauzio Varella


................................................................
fonte: http://drauziovarella.com.br